Sindi em artigo de pesquisa no CTZL
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Texto Traduzido do Artigo Original:

 

 

Impacto da estimulação ovariana induzida por FSH na recuperação de oócitos e na produção in vitro de embriões em vacas da raça Sindi Vermelha

Ivo Pivato¹, George Henrique Lima Martins¹, Lucas Costa de Faria², Heidi Christina Bessler³, Carlos Frederico Martins²,³

¹Departamento de Zootecnia, Universidade de Brasília, Distrito Federal, 70910-900, Brasil

²Departamento de Saúde Animal, Universidade de Brasília, Distrito Federal, 70910-900, Brasil

³Centro de Tecnologia para Raças Zebuínas Leiteiras da Embrapa Cerrados, Planaltina,

Distrito Federal, Brasil

carlos.martins@embrapa.br

 

RESUMO

O FSH desempenha um papel importante na regulação dos eventos reprodutivos, particularmente no desenvolvimento folicular e na aquisição da competência oocitária. Alguns estudos utilizando protocolos com FSH em bovinos zebuínos já foram realizados, porém os dados referentes à sua aplicação na raça Sindi Vermelha são escassos, justificando novos estudos. Nesse contexto, o objetivo deste estudo foi avaliar o regime de administração de FSH — doses múltiplas (T1-m) e dose única (T2-s) — e o período de coasting (54 h vs. 102 h) sobre a competência de desenvolvimento dos oócitos em fêmeas Sindi.

 

Um total de 80 mg de FSH foi administrado em dose única (40 mg IM + 40 mg SC) e comparado a aplicações múltiplas (30 mg + 30 mg + 20 mg, IM). Animais que não receberam tratamento com FSH serviram como controle (CT). Os dados demonstraram que tanto as aplicações T1 quanto T2 resultaram em maior número de folículos médios (7,80 vs. 8,57; P < 0,05) e maior recuperação de oócitos (9,76 vs. 9,81) quando comparadas ao controle (5,20 e 6,30, respectivamente).

Os animais do tratamento T2 também apresentaram maior número de folículos aspirados (12,52 vs. 8,70; P < 0,05), oócitos viáveis (7,33 vs. 4,45; P < 0,05) e taxa de blastocistos (43,22% vs. 29,11%; P < 0,05) em comparação aos animais controle.

Os resultados demonstraram que uma dose reduzida de FSH, tanto em aplicação única quanto múltipla, melhora a competência de desenvolvimento oocitário. Além disso, uma única aplicação de FSH associada a um período de coasting mais longo oferece vantagens práticas, tornando essa abordagem mais atrativa para programas de melhoramento da raça Sindi.

Palavras-chave: Reprodução Assistida; Coasting; Fertilização In Vitro; Zebu

 

1  Introdução

A raça Sindi Vermelha é um bovino zebuíno (Bos indicus) originário do Paquistão, caracterizado pela pelagem vermelha, porte médio, tolerância ao calor, rusticidade e potencial de dupla aptidão para produção de carne e leite (Barros et al., 2020; Mello et al., 2016). No Brasil, as condições climáticas favoráveis e a disponibilidade de pastagens de alta qualidade e água permitem a plena expressão do potencial produtivo da raça, tornando o gado Sindi economicamente vantajoso nos sistemas nacionais de produção (Panetto et al., 2017). Além disso, a raça é reconhecida por sua alta fertilidade e precocidade sexual, características importantes para o melhoramento genético e a redução do intervalo de gerações (Mello et al., 2020). Isso reforça a importância de estudar e aprimorar a eficiência das técnicas reprodutivas nessa raça.

A produção in vitro de embriões (PIVE) tem sido um foco central da biotecnologia reprodutiva por muitos anos, não apenas por sua capacidade de aumentar a eficiência reprodutiva de machos e fêmeas, mas também por acelerar a disseminação de animais geneticamente superiores (Ferre et al., 2020). Diversas estratégias têm sido investigadas para melhorar a competência de desenvolvimento dos oócitos. Um princípio bem estabelecido na literatura é a associação positiva entre o tamanho folicular e a capacidade de produzir um oócito competente, capaz de ovular com sucesso e sustentar o desenvolvimento embrionário subsequente (Lonergan et al., 1994).

Consequentemente, vários estudos avaliaram a superestimulação ovariana (OvS) por meio de múltiplas administrações de FSH antes da aspiração folicular (ovum pick-up, OPU) como estratégia para aumentar a produção de blastocistos e, por fim, as taxas de prenhez (Vieira et al., 2014).

 

O hormônio folículo-estimulante (FSH) exerce papel central na fisiologia reprodutiva, contribuindo para a espermatogênese em touros e para o crescimento folicular e aquisição da competência de desenvolvimento oocitário em vacas (Roelen, 2019). Considerando isso, inúmeros estudos avaliaram protocolos de estimulação ovariana associados à PIVE como estratégia para aumentar a eficiência reprodutiva de doadoras de oócitos (Blondin et al., 2002; Egashira et al., 2019; Hayden et al., 2023; Nivet et al., 2012; Ongaratto et al., 2020; Pinheiro et al., 2023).

Lonergan et al. (1994) sugeriram que os efeitos benéficos do FSH sobre a produção de embriões estão amplamente relacionados ao aumento do diâmetro folicular, o qual está associado a melhores taxas de recuperação de oócitos. Por outro lado, diversos estudos demonstraram um efeito positivo direto do FSH sobre a qualidade do oócito, resultando em maiores taxas de blastocistos (Egashira et al., 2019; Hayden et al., 2023; Nivet et al., 2012; Ongaratto et al., 2020).

Sugere-se que a simples estimulação por aplicações subsequentes de FSH pode não ser suficiente para melhorar a competência oocitária. Blondin et al. (2002) propuseram que um período de privação de FSH, denominado coasting, é essencial para induzir alterações celulares necessárias no oócito, aumentando seu potencial de desenvolvimento embrionário.

Nesse contexto, diversos estudos buscaram determinar o intervalo ideal entre a última aplicação de FSH e a OPU. Nivet et al. (2012), por exemplo, testaram quatro períodos de coasting (20, 44, 68 e 92 horas) e concluíram que os intervalos mais eficazes situaram-se entre 44 e 68 horas. Um estudo interessante em ovelhas demonstrou que um coasting de 60 horas melhorou a qualidade oocitária e a expressão de genes relacionados à qualidade (Pinheiro et al., 2023).

Ainda são escassas as pesquisas sobre protocolos ideais de estimulação hormonal e duração do coasting em bovinos da raça Sindi Vermelha. Portanto, o presente estudo teve como objetivo avaliar os efeitos de administrações únicas ou múltiplas de FSH e dois intervalos de coasting (54 ou 102 horas) sobre a qualidade dos oócitos e a produção in vitro de embriões nessa raça.

 

2  Material e Métodos

Todos os procedimentos experimentais foram realizados de acordo com a legislação brasileira vigente e previamente aprovados pelo Comitê de Ética no Uso de Animais da Universidade de Brasília (UnB/DOC nº 136522/2013).

2.1  Local

O estudo foi conduzido no Centro de Tecnologia para Raças Zebuínas Leiteiras (CTZL) da Embrapa Cerrados, localizado em Brasília, Distrito Federal, Brasil (15°57′09″ S e 48°08′12″ W). A região integra o bioma Cerrado, o segundo maior do país, com cerca

 

de 204 milhões de hectares, representando 24% do território nacional. A precipitação média anual varia de 800 a 1800 mm. As estações climáticas são bem definidas, com invernos secos e verões chuvosos. O clima é tropical, com temperaturas médias entre 22

°C e 23 °C (Sano et al., 2019).

2.2  Delineamento experimental

Foram utilizadas doze vacas Sindi não lactantes e não gestantes, todas com bom escore corporal (3,70 em escala de 1 a 5), peso médio de 400 kg e idade média de 6 anos. Os animais foram mantidos em sistema de pastejo rotacionado com Panicum maximum Jacq. cv. Mombaça, com água e suplementação mineral ad libitum durante todo o experimento.

No início do período experimental, todos os animais foram examinados quanto à presença de folículo dominante (FD). Folículos maiores que 5 mm foram aspirados para remoção do folículo dominante (RFD). Imediatamente após a RFD, todas as fêmeas foram sincronizadas no dia 0 (D0) com um dispositivo intravaginal de progesterona (1 g; Cronipres®, Biogénesis-Bagó S.A., Buenos Aires, Argentina), que permaneceu até a OPU no dia 7 (D7).

Três tratamentos experimentais foram avaliados:

  • Tratamento 1 (T1-m): RFD e aplicação de FSH em doses múltiplas (n = 4). A OvS consistiu na administração de 80 mg de FSH (Folltropin®-V; Bioniche, Canadá), via intramuscular, em três doses decrescentes (30 mg, 30 mg e 20 mg) a intervalos de 24 horas. A primeira aplicação ocorreu no D3 e a última no D5, 54 horas antes da OPU.
  • Tratamento 2 (T2-s): RFD e aplicação de FSH em dose única (n = 4). A OvS consistiu na mesma dose total (80 mg), aplicada no D3, sendo 40 mg IM e 40 mg SC, 102 horas antes da OPU.
  • Tratamento Controle (CT): RFD e OPU sem estimulação ovariana (n = 4).

Após cada OPU, todos os animais receberam um novo implante intravaginal, iniciando- se uma nova repetição. Foram realizadas cinco repetições para cada tratamento, com intervalo de 7 dias entre as OPUs (Figura 1).

As avaliações foram divididas em duas etapas:

Etapa 1 – Avaliação Folicular: contagem e mensuração de todos os folículos visíveis por ultrassonografia (transdutor linear de 7,5 MHz), classificados como pequenos (<3 mm), médios (3–8 mm) ou grandes (>8 mm).

Etapa 2 – Avaliação da PIVE: avaliação da produção in vitro de embriões após OPU, incluindo número de folículos aspirados, oócitos recuperados, oócitos viáveis, taxa de clivagem e taxa de blastocistos no D7.

 

Figura 1. Representação esquemática do delineamento experimental.

 

3  Resultados

  • Etapa 1 – Crescimento Folicular

Houve maior número de folículos médios (P < 0,05) em ambos os tratamentos com OvS em comparação ao controle. Não foram observadas diferenças quanto aos folículos pequenos e grandes (Tabela 1).

Tabela 1. Número de folículos por categoria de diâmetro (média ± EP) por vaca Sindi estimulada com aplicação múltipla (T1-m) ou única (T2-s) de FSH.

 

 

Tamanho de folículo

Tratamentos                                                                                                                   

  <3mm 3-8mm >8mm
T1 (m) 0.52±0.17 7.80±0.80ª 1.20±0.23
T2 (s) 0.76±0.24 8.57±1.04ª 1.38±0.24
Controle 0.80±0.33 5.20±0.51b 1.50±0.19

a,bLetras diferentes na mesma coluna indicam diferenças entre os grupos (P < 0,05). Controle: sem estimulação com FSH.

 

3.2  Etapa 2 – Produção In Vitro de Embriões

Não houve diferença no número médio de COCs recuperados entre T1-m e T2-s, porém ambos apresentaram valores superiores ao controle (P < 0,05). O número de oócitos

 

viáveis foi semelhante entre os tratamentos hormonais, mas apenas o tratamento com dose única diferiu do controle (P < 0,05) (Tabela 2).

Tabela 2: Número de folículos aspirados, oócitos recuperados e oócitos viáveis por vaca Sindi (Média ± EPM) estimulada com aplicação múltipla (T1 m) ou única (T2 s) de FSH

 

Tratamentos Folículos

 

aspirados (n)

Oócitos Recuperados

 

(n)

Oócitos

 

Viáveis (n)

T1 (m) 11.36±1.39ab 9.76±1.32ª 6.72±1.04ab
T2 (s) 12.52±1.81ª 9.81±1.83ª 7.33±1.32ª
Controle 8.70±0.74b 6.30±0.82b 4.45±0.51b

a,bLetras diferentes na mesma coluna indicam diferenças entre os grupos (P < 0,05). Controle: sem estimulação com FSH.

 

 

A taxa de clivagem foi menor no tratamento com dose única em comparação às doses múltiplas (84,75% vs. 93,52%). Entretanto, o tratamento T2-s apresentou maior taxa de blastocistos no D7 em comparação ao controle (43,22% vs. 29,11%; P < 0,05), resultando em aproximadamente 45% mais embriões por OPU (Figura 2).

 

 

4  Discussão

 

No nosso experimento, o uso de uma concentração reduzida de FSH em doses únicas e múltiplas induziu um aumento no número de folículos e no seu tamanho, na viabilidade dos oócitos e, consequentemente, nas taxas de produção embrionária, reforçando a sua importância como ferramenta reprodutiva. Uma única aplicação de FSH em fêmeas Red Sindhi, associada a 102 h de coasting, produziu cerca de 45% mais embriões por OPU em comparação com o tratamento controle.

 

É bem conhecido que o FSH desempenha um papel importante na biologia reprodutiva dos mamíferos, induzindo o crescimento folicular nas fêmeas e participando ativamente da aquisição do desenvolvimento dos oócitos (Roelen, 2019). Quando o seu uso é prolongado, como em protocolos de OvS, espera-se que mais folículos passem por essas etapas, resultando em mais de um folículo atingindo o estágio dominante. Os nossos resultados mostraram que o uso de FSH em aplicações únicas e múltiplas aumentou o número de folículos médios (3 a 8 mm; P<0,05), destacando a importância da suplementação com FSH no desenvolvimento folicular. Outros estudos que utilizaram estimulação ovariana observaram um padrão semelhante de crescimento folicular. Quando Blondin et al. (2002) testaram dois protocolos diferentes de OvS com 4 ou 6 aplicações de FSH e distintos intervalos de coasting (33 e 48 h) antes da OPU, observaram que novilhas Holandesas tratadas com FSH, independentemente do intervalo de coasting, apresentaram mais folículos (>3 mm) do que o grupo não tratado. Além disso, Hayden et al. (2023) também observaram que o uso de FSH em doses múltiplas resultou em um maior número de folículos médios (6–10 mm) em novilhas Holandesas gestantes, em comparação com folículos grandes ou pequenos.

 

Nas fêmeas tratadas com FSH, o aumento no número de folículos esteve diretamente associado a um maior número de oócitos recuperados, indicando uma correlação positiva entre o desenvolvimento folicular e o rendimento de oócitos (9,76 e 9,81 vs. 6,3 COCs/OPU/vaca, respectivamente para T1 (m), T2 (s) e CT). Está descrito na literatura que a punção de folículos maiores que 4 mm resulta em menor taxa de recuperação de COCs (Seneda et al., 2001); entretanto, a relação entre o tamanho folicular e a sua capacidade de recuperação é controversa. Ao comparar o efeito de uma única aplicação de FSH em bovinos japoneses, Egashira et al. (2019) descreveram que, embora tenha ocorrido um aumento no tamanho dos folículos, não houve diferença na recuperação de oócitos, sugerindo que o tamanho folicular não teve efeito. O mesmo foi observado em novilhas Holandesas gestantes por Hayden e colaboradores (2023). Os nossos resultados contrastam com esses achados, e uma possível explicação baseia-se no aumento do número de folículos proporcionalmente ao aumento do seu tamanho nos ovários de vacas Red Sindhi estimuladas, o que pode ter resultado em um maior número de estruturas recuperadas.

 

O uso de FSH em aplicações únicas e múltiplas teve um impacto positivo na viabilidade dos oócitos, melhorando a qualidade morfológica dos oócitos no nosso estudo. Esse achado contrasta com os resultados relatados por Hayden et al. (2023), que observaram que múltiplas aplicações de FSH em novilhas gestantes não impactaram a viabilidade dos oócitos. Juntamente com as diferenças na qualidade morfológica, os resultados apresentados mostraram que o uso de FSH promoveu uma melhora na competência oocitária, aumentando a taxa de produção embrionária em aproximadamente 15%. Apesar da menor taxa de clivagem observada no tratamento com dose única de FSH em comparação aos grupos com doses múltiplas e controle, esse protocolo resultou em um maior rendimento de blastocistos no Dia 7. Muitos autores relataram que o uso da superestimulação realmente melhora o desenvolvimento de blastocistos (Egashira et al., 2019; Hayden et al., 2023; Nivet et al., 2012; Vieira et al., 2014; Vieira et al., 2016), reforçando a sua importância como ferramenta reprodutiva na eficiência da produção de embriões.

 

Os nossos resultados também demonstraram que uma única aplicação de FSH é eficiente em induzir aumento no número de folículos, na viabilidade dos oócitos e nas

 

taxas de produção embrionária, assim como o uso de múltiplas aplicações de FSH, podendo, contudo, ser uma estratégia melhor devido à redução no manejo dos animais. Em contraste, embora uma única administração de FSH tenha influenciado a resposta ovariana, Chaubal et al. (2007) relataram que múltiplas aplicações de FSH melhoraram a eficiência ovariana em vacas Angus mestiças antes da OPU e resultaram em taxas de blastocistos mais elevadas em comparação tanto à administração única quanto aos grupos controle. Bovinos Bos indicus são conhecidos por serem mais sensíveis à administração de gonadotrofinas exógenas (Baruselli et al., 2006) do que raças Bos taurus. Estudos de OvS na raça Sindhi ainda são escassos. Alguns autores relatam que uma dose menor (100 mg), em aplicações múltiplas, teve efeito bem-sucedido na indução de múltiplas ovulações em doadoras Sindhi primíparas e nulíparas (Mattos et al., 2011). Um estudo realizado por Carvalho et al. (2010) avaliou o uso de diferentes concentrações (100, 133 e 200 mg) de FSH na resposta à superestimulação em Sindhi. Apesar da melhor resposta indicada pelo maior número de corpos lúteos (CL) com a dose de 200 mg, houve uma menor taxa de recuperação de estruturas por lavagem uterina em comparação aos outros grupos de dose. Uma possível explicação é que doses mais elevadas de FSH podem aumentar o número de oócitos que permanecem retidos nos folículos, os quais luteinizam em vez de ovular (Clark et al., 2022).

 

No presente estudo, todas as doadoras Sindhi foram submetidas à estimulação hormonal semanal, o que pode aumentar o risco de distúrbios endócrinos e metabólicos. Para minimizar esses riscos, foi utilizada uma dose mais baixa de FSH (80 mg). Além disso, optou-se pelo uso de FSH de hipófise suína diluído em solução salina, uma vez que a sua meia-vida na corrente sanguínea é curta. De acordo com Demoustier et al. (1988), o pFSH apresenta uma meia-vida de eliminação relativamente curta, de aproximadamente 5 horas no plasma circulante, enquanto a depuração total é estimada em cerca de 10 a 12 horas.

 

No tratamento 2, o uso de uma dose única de pFSH com uma primeira aplicação intramuscular e uma segunda aplicação subcutânea teve como objetivo prolongar levemente a ação do FSH sobre os folículos ovarianos, bem como reduzir o manejo dos animais na fazenda, evitando a aplicação de múltiplas doses ao longo de vários dias. Como as repetições foram semanais, também não foi utilizado nenhum veículo carreador que prolongasse a liberação de FSH por um período mais longo, como o hialuronano, um glicosaminoglicano natural biocompatível que tem sido utilizado como diluente para sustentar a liberação prolongada de diversos fármacos (Oh et al., 2010).

 

Apesar da redução da dosagem e do número de aplicações, todas as doadoras apresentaram uma resposta ovariana satisfatória. Nesse contexto, o nosso estudo é o primeiro a demonstrar a eficácia de doses mais baixas de FSH e de um menor número de aplicações na estimulação de uma resposta favorável em vacas Sindhi.

 

5  Conclusões

De acordo com os resultados, tanto a aplicação única quanto múltipla de FSH aumentam significativamente a competência de desenvolvimento dos oócitos, resultando em maior produção de blastocistos. Além disso, uma única aplicação de FSH

 

associada a um período de coasting mais longo simplifica o manejo dos animais e reduz o estresse, tornando essa abordagem mais prática e de fácil implementação.

 

Contribuições dos Autores

Ivo Pivato: conceituação, metodologia, supervisão e revisão final do manuscrito; George Henrique Lima Martins: metodologia, investigação e curadoria de dados; Lucas  Costa  de  Faria:  redação,  revisão,  edição  e  visualização; Heidi Christina Bessler: metodologia, investigação e curadoria de dados; Carlos Frederico Martins: conceituação, metodologia, supervisão, redação do manuscrito original, revisão final, administração do projeto e captação de recursos.

 

Agradecimentos

Os autores agradecem à Embrapa – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária e à Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) pelo apoio financeiro.

 

Conflitos de Interesse

Os autores declaram não haver conflitos de interesse.

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Seção 8 - Categorias de cookies

Os cookies utilizados na nosso site estão de acordo com os requisitos legais e são enquadrados nas seguintes categorias:
Estritamente necessários: estes cookies permitem que você navegue pelo site e desfrute de recursos essenciais com segurança. Um exemplo são os cookies de segurança, que autenticam os usuários, protegem os seus dados e evitam a criação de logins fraudulentos.
Desempenho: os cookies desta categoria coletam informações de forma codificada e anônima relacionadas ao nosso site, como, por exemplo, o número de visitantes de uma página específica, origem das visitas ao site e quais as páginas acessadas pelo usuário. Todos os dados coletados são utilizados apenas para eventuais melhorias no site e para medir a eficácia da nossa comunicação.
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Publicidade: utilizamos cookies com o objetivo de criar campanhas segmentadas e entregar anúncios de acordo com o seu perfil de aceso ao nosso site.

Seção 9 - Direitos do Usuário

Você pode, a qualquer momento, requerer: (i) confirmação de que seus Dados Pessoais estão sendo tratados; (ii) acesso aos seus Dados Pessoais; (iii) correções a dados incompletos, inexatos ou desatualizados; (iv) anonimização, bloqueio ou eliminação de dados desnecessários, excessivos ou tratados em desconformidade com o disposto em lei; (v) portabilidade de Dados Pessoais a outro prestador de serviços, contanto que isso não afete nossos segredos industriais e comerciais; (vi) eliminação de Dados Pessoais tratados com seu consentimento, na medida do permitido em lei; (vii) informações sobre as entidades às quais seus Dados Pessoais tenham sido compartilhados; (viii) informações sobre a possibilidade de não fornecer o consentimento e sobre as consequências da negativa; e (ix) revogação do consentimento. Os seus pedidos serão tratados com especial cuidado de forma a que possamos assegurar a eficácia dos seus direitos. Poderá lhe ser pedido que faça prova da sua identidade de modo a assegurar que a partilha dos Dados Pessoais é apenas feita com o seu titular.
Você deverá ter em mente que, em certos casos (por exemplo, devido a requisitos legais), o seu pedido poderá não ser imediatamente satisfeito, além de que nós poderemos não conseguir atendê-lo por conta de cumprimento de obrigações legais.

Seção 10 - Segurança dos Dados Pessoais

Buscamos adotar as medidas técnicas e organizacionais previstas pelas Leis de Proteção de Dados adequadas para proteção dos Dados Pessoais na nossa organização. Infelizmente, nenhuma transmissão ou sistema de armazenamento de dados tem a garantia de serem 100% seguros. Caso tenha motivos para acreditar que sua interação conosco tenha deixado de ser segura (por exemplo, caso acredite que a segurança de qualquer uma de suas contas foi comprometida), favor nos notificar imediatamente.

Seção 11 - Links de hipertexto para outros sites e redes sociais

O site poderá, de tempos a tempos, conter links de hipertexto que redirecionará você para sites das redes dos nossos parceiros, anunciantes, fornecedores etc. Se você clicar em um desses links para qualquer um desses sites, lembre-se que cada site possui as suas próprias práticas de privacidade e que não somos responsáveis por essas políticas. Consulte as referidas políticas antes de enviar quaisquer Dados Pessoais para esses sites.
Não nos responsabilizamos pelas políticas e práticas de coleta, uso e divulgação (incluindo práticas de proteção de dados) de outras organizações, tai s como Facebook, Apple, Google, Microsoft, ou de qualquer outro desenvolvedor de software ou provedor de aplicativo, loja de mídia social, sistema operacional, prestador de serviços de internet sem fio ou fabricante de dispositivos, incluindo todos os Dados Pessoais que divulgar para outras organizações por meio dos aplicativos, relacionadas a tais aplicativos, ou publicadas em nossas páginas em mídias sociais. Nós recomendamos que você se informe sobre a política de privacidade de cada site visitado ou de cada prestador de serviço utilizado.

Seção 12 - Atualizações desta Política de Privacidade

Se modificarmos nossa Política de Privacidade, publicaremos o novo texto no site, com a data de revisão atualizada. Podemos alterar esta Política de Privacidade a qualquer momento. Caso haja alteração significativa nos termos desta Política de Privacidade, podemos informá-lo por meio das informações de contato que tivermos em nosso banco de dados ou por meio de notificação em nosso site.
Recordamos que nós temos como compromisso não tratar os seus Dados Pessoais de forma incompatível com os objetivos descritos acima, exceto se de outra forma requerido por lei ou ordem judicial.
Sua utilização do site após as alterações significa que aceitou as Políticas de Privacidade revisadas. Caso, após a leitura da versão revisada, você não esteja de acordo com seus termos, favor encerrar o acesso ao site.

Seção 13 - Encarregado do tratamento dos Dados Pessoais

Caso pretenda exercer qualquer um dos direitos previstos, inclusive retirar o seu consentimento, nesta Política de Privacidade e/ou nas Leis de Proteção de Dados, ou resolver quaisquer dúvidas relacionadas ao Tratamento de seus Dados Pessoais, favor contatar-nos em e-mail contato@sindi.org.br.