Sindi de Petrolina retoma sequência do registro genealógico Foto: SECOM - Embrapa Semiárido
Sindi de Petrolina retoma sequência do registro genealógico Foto: SECOM - Embrapa Semiárido
Sindi de Petrolina retoma sequência do registro genealógico Foto: SECOM - Embrapa Semiárido

Sindi de Petrolina retoma sequência do registro genealógico

 

 

Em uma ação estratégica da ABCSindi, em conjunto com a CNA, ABCZ e MAPA, foram resgatados para o banco zootécnico das raças zebuínas mais 23 fêmeas e 3 touros Sindi, do rebanho fechado do Cpatsa-Embrapa Semiárido.

O gado oriundo da importação de 52, por Felisberto de Camargo, segue fechado desde a época em que foi trazido diretamente do Paquistão para o Brasil. As famílias foram mantidas sob preservação e controle interno da unidade de pesquisa da Embrapa e por esse histórico representa um verdadeiro tesouro genético, com potencial para promover diversificação e refrescamento de sangue do plantel de seleção da raça Sindi.
Do evento organizado para o registro efetivo e marcações do lote, participaram pela ABCSindi e CNA, o criador Mário Borba e pela ABCZ o técnico de Pernambuco, Júlio Mario, acompanhado pelo conselheiro cearense José Kleber Calou Filho.
Os procedimentos foram realizados no Campo Experimental de Caatinga, que fica em Petrolina, Pernambuco. As autoridades e representantes das instituições envolvidas no processo foram recebidos por Lúcia Helena Piedade Kiill, Chefe-Geral Interina da unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária.
Para Orlando Procópio, Presidente da ABCSindi, o registro de mais um lote do Sindi de Petrolina coroa um esforço de várias pessoas e entidades ao longo de décadas. “A inclusão desse gado no livro do Sindi aconteceu há muito tempo e o registro foi descontinuado. Em um segundo momento, nos idos de 2015 houve nova marcação de 46 exemplares e mais uma vez sofreu a interrupção das comunicações zootécnicas. Esse lote atual descende dos remanescentes de 2015 e para a marcação como P.O. foi necessário fazer teste de DNA e negociar longamente com o MAPA e a Embrapa”, lembra Orlando.

Sindi de Petrolina uma década atrás

Os técnicos Marcelo Ricardo Toledo, Rodrigo Coutinho Madruga e José Eduardo dos Anjos pela ABCZ e ABCSindi, mais a pesquisadora Dra Rosângela Silveira Barbosa, responsável pelo controle interno do gado, avaliaram o potencial dos animais e forneceram um estudo detalhado da escrituração zootécnica do rebanho juntamente com os testes de DNA de todo o grupo para o Conselho Deliberativo Técnico da ABCZ em 23 de julho de 2015. O então presidente da ABCSindi, Ronaldo Bichuette e o diretor Arthur Targino trabalharam em conjunto com a chefia do CPATSA, na catalogação, pesquisa e formalização da proposta apresentada ao Superintendente Técnico da ABCZ, Luiz Antonio Josahkian, que foi o seu relator perante o conselho. A proposta de reconhecimento do plantel da Embrapa Semiárido na categoria P.O. foi aprovada no CDT e homologada pelo MAPA na gestão de Luiz Cláudio Paranhos.
A partir de 2021, com apoio da ABCZ na gestão de Rivaldo Machado Borges Junior, a diretoria e o presidente da ABCSindi Orlando Procópio, junto com o Vice-Presidente da CNA, Mário Borba iniciaram nova negociação junto ao Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento para a retomada dos registros. A agenda contemplou visitas a unidade da Embrapa Semiárido e interlocuções com a pesquisadora chefe Maria Auxiliadora Coelho de Lima.
A partir desses acordos um novo trâmite para o resgate desse importante núcleo genético foi movimentado. A empresa Geneal cuidou da coleta de amostras e testes para confirmação da paternidade dos animais e todo o processo foi submetido mais uma vez a aprovação pelo CDT da ABCZ, agora na gestão do presidente Gabriel Garcia Cid que apoiou o pleito até a homologação pelo MAPA e a liberação do procedimento de emissão dos RGDs e marcação do gado.

O superintendente Técnico da ABCZ, Luiz Antônio Josahkian acompanhou todos os trâmites para a efetivação do registro do gado da Embrapa. “Os reflexos da utilização desse material podem ser muito interessantes para ampliar o número efetivo do rebanho no Brasil. O núcleo de Petrolina descende diretamente do gado importado em 52 e o fato dele ter sido mantido dentro de instituições de pesquisas que preservaram a pureza racial e fizeram o controle das gerações é algo que nos dá segurança. As condições em que o rebanho foi conduzido privilegiaram bastante as questões da produção adaptada ao Semiárido”.

A missão da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, é viabilizar soluções de pesquisa, desenvolvimento e inovação para a sustentabilidade do setor agropecuário, em benefício da sociedade brasileira. Melhorar e disseminar valores genéticos do Núcleo de Conservação da Raça Sindi, da Fazenda Caatinga, atende de forma ilibada a essência desse conceito da Embrapa  “A continuidade do registro vai ampliar o N de animais desse rebanho único que é fechado e adaptado ao Semiárido. Isso ascende a expectativa de um dia podermos testemunhar o acesso da pecuária nacional a essa genética rara, que pode promover o refrescamento do sangue da raça Sindi e até sustentar a formação de novas linhagens. Em nível nacional a Embrapa desenvolveu inúmeras tecnologias que sustentaram a revolução verde no Brasil, bem como a melhoria da pecuária, em um processo continuo. Não foi diferente no Nordeste com a palma forrageira, pr exemplo ou o melhoramento genético de variedades essenciais da fruticultura irrigada, que ocorreu inclusive a partir de Petrolina. Agora é a vez do Sindi.”, completou Orlando Procópio.

 

Por Márcia Benevenuto

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